Nova composição do Senado amplia apoio a processos contra ministros do STF e reacende debate sobre mudanças na Corte.

Após as eleições de 2026, o debate sobre possíveis processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal voltou a ganhar força no Senado. Entre os nomes mencionados nas articulações políticas está o ministro Alexandre de Moraes, em meio a manifestações de integrantes de partidos do Centrão favoráveis à abertura de procedimentos contra integrantes da Corte.

A nova composição do Senado também passou a ser apontada como um fator relevante para essa discussão. Segundo levantamento citado pela Folha de S.Paulo, 49 senadores estariam alinhados à possibilidade de impeachment de um ministro do STF. O número, porém, ainda ficaria abaixo dos 54 votos necessários para a aprovação do afastamento.

Além dos pedidos de impeachment, parlamentares voltaram a discutir propostas destinadas a alterar regras relacionadas ao funcionamento do Supremo. Entre as ideias debatidas estão mudanças nos mandatos dos ministros, nas regras de foro e nos critérios relacionados às decisões individuais tomadas pelos integrantes da Corte.

O cenário, portanto, coloca o Senado no centro de uma nova disputa institucional envolvendo o STF. Embora exista uma articulação política em torno dos pedidos, a abertura e eventual aprovação de um processo dependem da correlação de forças no Senado e do cumprimento das regras previstas para esse tipo de procedimento.